- Accord

BORTYZ (Bortezomibe) é indicado para o tratamento de mieloma múltiplo e linfoma de células do manto. No mieloma múltiplo, pode ser usado em pacientes que não receberam tratamento prévio e são elegíveis para transplante de medula óssea, ou em combinação com outros agentes para pacientes não elegíveis. Também é indicado para pacientes com mieloma múltiplo que receberam pelo menos uma terapia anterior. No linfoma de células do manto, é indicado para pacientes que receberam pelo menos uma terapia anterior.
BORTYZ é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade conhecida ao bortezomibe, boro ou a qualquer um dos excipientes da formulação. Não deve ser administrado intratecalmente. Contraindicado em pacientes com doença pulmonar infiltrativa difusa aguda e outras condições pulmonares graves.
As reações adversas mais comuns incluem neuropatia periférica (sensorial e motora), fadiga, náuseas, diarreia, constipação, trombocitopenia, neutropenia, anemia, pirexia, vômitos, anorexia, astenia, mialgia, cefaleia, rash, hipotensão (incluindo ortostática) e herpes zoster. Reações graves podem incluir insuficiência cardíaca, síndrome de lise tumoral, leucoencefalopatia multifocal progressiva (PML), e toxicidade hepática.
Cada frasco-ampola contém 3,5 mg de bortezomibe. Excipientes: manitol. Após reconstituição, a solução contém 1 mg/mL de bortezomibe.
BORTYZ deve ser reconstituído apenas com solução injetável de cloreto de sódio 0,9% estéril. A reconstituição e administração devem ser realizadas por profissionais de saúde treinados. A solução reconstituída deve ser administrada por via intravenosa (IV) em bolus de 3 a 5 segundos ou por via subcutânea (SC). Não administrar por via intratecal. Armazenar o pó liofilizado em temperatura ambiente controlada (15°C a 30°C), protegido da luz. A solução reconstituída deve ser utilizada dentro de 8 horas se armazenada em temperatura ambiente ou refrigerada (2°C a 8°C).
A posologia de BORTYZ varia de acordo com a indicação, o regime de tratamento (monoterapia ou combinação) e a condição do paciente. Geralmente, a dose recomendada é de 1,3 mg/m² de superfície corporal, administrada duas vezes por semana durante duas semanas, seguida por um período de repouso. Os ciclos de tratamento são repetidos. Ajustes de dose podem ser necessários em caso de toxicidade ou em pacientes com insuficiência hepática ou renal. A administração é por via intravenosa ou subcutânea.